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Recebo-te com flores,
abraço-te em luzes,
entrego-te meus sonhos,
escritos e descritos
em cada frase sentida.

⊰Marcia Mattoso⊱

sábado, 23 de janeiro de 2010

SAUDADE

Lágrimas, nuvens no olhar,
nem um beijo mais prolongado
ou um abraço mais apertado,
saudade!

Marcia Mattoso

SOU POETA?

Sou poeta?
Não sei!
Não tenho métricas,
nem métodos,
nem melodias.
Apenas sinto
o que escrevo
e escrevo,
meu coração
e minha alma
me comandam.
Nada entendo,
prosas, versos,
sonetos, haikais,
quando escrevo,
quero mais,
mais de mim,
mais de tudo,
mais do mundo.
Sou poeta sim,
do início ao fim.

Marcia Mattoso

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TREINANDO



Podemos treinar
nossos instintos
de amar,
bem lá no fundo
de nossas mentes
e almas.
Mais profundamente,
em nossos corpos
sedentos de amor.

Eduardo Duda e Marcia Mattoso 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

HUMANIDADE


É triste ver
a impotência,
a inconstância,
a incompetência
humana,
desumanamente
levada às vias de fato,
por total ignorância
dos seres que sentem-se
majestosos,
numa superioridade
que aparece
na desigualdade
de iguais, reais, leais
e apodrece
aos olhos dos mortais.

Marcia Mattoso 


domingo, 10 de janeiro de 2010

PARTES E DETALHES

Sou feita de partes,
pequenos pedaços,
sou feita de detalhes,
tudo magicamente
encaixado,
me transformando
em um ser incrível.
Sou parte, detalhe,
pedaços que se encaixam
e me transformam, 

sou MULHER!

Marcia Mattoso




ENXERGO


Enxergo através da alma.
Vejo no olhar o que se esconde,
o mistério, o medo, a dor,
a alegria, a vida, o amor.
Sou exatamente o que sua alma
consegue enxergar,
criatura plena, por vezes insegura,
porém, serena.
Nunca me limito,
tenho uma certa bravura
nas vontades, nas atitudes,
nas verdades, nas transparências.
Enxergo minha alma, minha vida,
em tudo, em mim.
Enxergo-te, enxergo-me em ti.

Marcia Mattoso 

SINTONIA

Estamos em sintonia
na vida, nos gostos,
nos desgostos.
Sem muita interferência
ou qualquer resistência,
acredito na ciência,
na química dos corpos,
mas desafio a física.
(dois corpos podem ocupar
um mesmo espaço!)
Em sintonia na esfera,
na espera, na atmosfera.,
no corpo que flutua,
em sintonia com o tempo,
com o espaço,
com o movimento.
Sintonia de corpos,
em total sintonia de almas.

Marcia Mattoso

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

DESPEDIDA

Sei que ficarás,
na minha lembrança,
ficarás!
Em mim estará o teu tocar,
o teu abraçar, o teu beijar,
a tua saliva a sugar
a minha essência,
a troca de energia
em total entrega,
em plena sintonia,
nos deliciando de prazer,
num vendaval
de se ter, se querer,
se viver em êxtase.
Nos sentimos seres
que se completam,
se entregam em beijos,
aos delírios, aos desejos.
Ficarás em minha mente.
Estarás em mim, sempre!

Marcia Mattoso

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

RAIOS E TROVÕES !

 RAIOS E TROVÕES!
(a naureza se rebela)
"Raios e trovões!" 
Divertia-me com meus filhos quando pequenos, assistindo Castelo Rá-Tim-Bum, vendo o Dr. Vítor gritar feito doido quando o Nino aprontava alguma coisa. Estrondos faziam fundo, como se explodisse tudo à sua volta.
Hoje, cá estou em meio a uma tempestade, que veio não sei de onde (estava um sol e um céu magníficos!), sem poder ir a lugar algum, apenas tentando me abrigar.
De repente o escuro tomou conta da cidade, tempestade de vento levando embora os guarda-chuvas e as pessoas tentando se segurar para não sairem voando. A chuva foi invadindo as ruas, os espaços, todos fogem, buscando proteção. Um doido vendendo guarda-chuvas tenta enfrentar a fúria do tempo e quase sai levado pelo vento e depois pela água que descia (e não parava de gritar, tentando vender).
Corro para o metrô, me assusto com a revolta da natureza, raios caem feito bolas claras de fogo e explodem feito bombas num barulho ensurdecedor. Eu me apavoro, sinto um medo que desconhecia. As luzes no metrô se apagam parcialmente (não para, não para, por favor!).
Ufa! Chego em terra firme, desço e vou me abrigar no shopping (nem tenho que sair na rua)
Ôpa! O shopping está às escuras, sem gerador, apenas as luzes de emergência acesas. Que bom, no banheiro tem luz! Mas graças à modernidade da nossa vida, não temos água, nada de água pra lavar as mãos, nem água nos bebedouros, sem energia os sensores não funcionam.
Subo a escada rolante (parada), vou à praça de alimentação (lotada), lanchonetes e restaurantes, tudo apagado! Comida? Só se for em algum "self-service", os "fast foods" da vida estão desligados, nada a oferecer! Águas e refrigerantes estão acabando e os que ainda restam, já perdem o gelo.
A moçada que trabalha no Mc Donalds brinca e faz ginástica na maior alegria tentando passar o tempo. As meninas do Habib's sentam-se aqui numa mesa ao lado comendo batatinha frita (fria) e tomando uma coca big (quase quente). Fim dos tempos! As pessoas vão de um lado pra outro, as mesas começam a esvaziar.
O que me resta fazer? Esperar a chuva passar, sentada numa mesa a escrever pra me acalmar até a vida poder continuar, até a próxima chuva chegar!

Marcia Mattoso (04/01/10)
 *cenas da vida de uma cidade que não para nunca e ontem parou, sem energia em muitos lugares, semáforos em sinal de alerta causando transtornos no trânsito, falta de água e outras cositas mais.
[e depois de tudo isso, o céu se limpou como se nada houvesse acontecido]



REVEILLON

Noite de Reveillon,
vesti-me de vermelho,
fogo, intensidade, paixão.
Meu reflexo no espelho,
cheia de sonhos e vontades,
mil desejos pensei, sonhei,
guardei no fundo do meu peito.
No ano que termina,
muitos anjos encontrei,
muitos sonhos
e vontades realizei,
vivi por amor, amei o viver.
Fogos colorem o céu
e assim minha vinda
ao novo ano tem que ser,
colorida, vivida, sonhada,
amada intensamente.
Que venha 2010 !

Marcia Mattoso  


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