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Recebo-te com flores,
abraço-te em luzes,
entrego-te meus sonhos,
escritos e descritos
em cada frase sentida.

⊰Marcia Mattoso⊱

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

RAIOS E TROVÕES !

 RAIOS E TROVÕES!
(a naureza se rebela)
"Raios e trovões!" 
Divertia-me com meus filhos quando pequenos, assistindo Castelo Rá-Tim-Bum, vendo o Dr. Vítor gritar feito doido quando o Nino aprontava alguma coisa. Estrondos faziam fundo, como se explodisse tudo à sua volta.
Hoje, cá estou em meio a uma tempestade, que veio não sei de onde (estava um sol e um céu magníficos!), sem poder ir a lugar algum, apenas tentando me abrigar.
De repente o escuro tomou conta da cidade, tempestade de vento levando embora os guarda-chuvas e as pessoas tentando se segurar para não sairem voando. A chuva foi invadindo as ruas, os espaços, todos fogem, buscando proteção. Um doido vendendo guarda-chuvas tenta enfrentar a fúria do tempo e quase sai levado pelo vento e depois pela água que descia (e não parava de gritar, tentando vender).
Corro para o metrô, me assusto com a revolta da natureza, raios caem feito bolas claras de fogo e explodem feito bombas num barulho ensurdecedor. Eu me apavoro, sinto um medo que desconhecia. As luzes no metrô se apagam parcialmente (não para, não para, por favor!).
Ufa! Chego em terra firme, desço e vou me abrigar no shopping (nem tenho que sair na rua)
Ôpa! O shopping está às escuras, sem gerador, apenas as luzes de emergência acesas. Que bom, no banheiro tem luz! Mas graças à modernidade da nossa vida, não temos água, nada de água pra lavar as mãos, nem água nos bebedouros, sem energia os sensores não funcionam.
Subo a escada rolante (parada), vou à praça de alimentação (lotada), lanchonetes e restaurantes, tudo apagado! Comida? Só se for em algum "self-service", os "fast foods" da vida estão desligados, nada a oferecer! Águas e refrigerantes estão acabando e os que ainda restam, já perdem o gelo.
A moçada que trabalha no Mc Donalds brinca e faz ginástica na maior alegria tentando passar o tempo. As meninas do Habib's sentam-se aqui numa mesa ao lado comendo batatinha frita (fria) e tomando uma coca big (quase quente). Fim dos tempos! As pessoas vão de um lado pra outro, as mesas começam a esvaziar.
O que me resta fazer? Esperar a chuva passar, sentada numa mesa a escrever pra me acalmar até a vida poder continuar, até a próxima chuva chegar!

Marcia Mattoso (04/01/10)
 *cenas da vida de uma cidade que não para nunca e ontem parou, sem energia em muitos lugares, semáforos em sinal de alerta causando transtornos no trânsito, falta de água e outras cositas mais.
[e depois de tudo isso, o céu se limpou como se nada houvesse acontecido]



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